Área especializada
Doença Inflamatória Intestinal
Espaço dedicado a pacientes com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa. Use as calculadoras clínicas para acompanhar a atividade da sua doença e chegue mais preparado à consulta.
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Dr. Rodrigo Grimas
Role a página para conhecer os medicamentos disponíveis, o calendário vacinal e as ferramentas de avaliação da sua doença.

Entenda a doença
Crohn e Retocolite: o que são?
Doença de Crohn
Inflamação crônica que pode afetar qualquer parte do tubo digestivo, da boca ao ânus, mas ocorre principalmente no íleo e no cólon direito. A inflamação compromete todas as camadas da parede intestinal.
- Dor abdominal e cólicas
- Diarreia crônica (às vezes com sangue)
- Perda de peso e fadiga
- Fístulas e abscessos perianais
Retocolite Ulcerativa
Inflamação restrita ao cólon e ao reto, afetando apenas a camada mais interna da parede intestinal. Sempre começa no reto e pode se estender progressivamente pelo cólon.
- Diarreia com sangue e muco
- Urgência evacuatória intensa
- Cólicas e dor retal
- Períodos de crise alternados com remissão
Dr. Rodrigo Grimas é coloproctologista (CRM-SP 183.370) com experiência no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com DII em Santos e pela Baixada Santista. O acompanhamento multidisciplinar, com coloproctologista, gastroenterologista e nutricionista, é fundamental no manejo dessas doenças.
Tratamento medicamentoso
Medicamentos disponíveis no Brasil
Do 5-ASA aos biológicos de última geração — conheça as opções disponíveis pelo SUS (PCDT) e pelo convênio (Rol ANS), e como cada classe atua na DII.
Mesalazina oral
Asacol · Mesacol · Salofalk · Pentasa — e genéricos
Principal medicamento para Retocolite Ulcerativa leve a moderada, tanto na indução quanto na manutenção da remissão. No Crohn o uso é controverso e geralmente não indicado pelas diretrizes atuais.
Mesalazina tópica
Supositório 1 g · Enema 4 g
Indicada para doença distal: supositório para proctite, enema para doença até o ângulo esplênico. Pode ser combinada com a forma oral para potencializar a resposta.
Sulfassalazina
Azulfidine
Precursora da mesalazina. Hoje reservada principalmente quando há artropatia periférica associada à DII.
Mais efeitos colaterais que a mesalazina pura. Requer suplementação com ácido fólico.
Informações baseadas no PCDT/RENAME e Rol ANS vigentes. A indicação é individualizada e depende de avaliação médica especializada.
Imunização na DII
Checklist de vacinas para imunossuprimidos
Pacientes com DII em uso de imunossupressores, biológicos ou inibidores de JAK têm indicações vacinais específicas. Marque o que você já tomou e leve a lista para a próxima consulta.
Vacinas recomendadas em dia
0/9
Marque as vacinas que você já tomou. Leve esta lista para a consulta — seu médico pode revisar e completar o calendário.
Recomendadas — seguras durante imunossupressão
Vacinas inativadas, recombinantes ou de toxoide. Podem ser aplicadas mesmo com imunossupressão em curso, idealmente antes do início do tratamento.
Influenza (gripe)
1 dose anual
Pneumocócica (PCV15 ou PCV20 + PPSV23)
PCV15/PCV20 → 1 dose · depois PPSV23 com intervalo de ≥ 8 semanas
Hepatite B
3 doses (0, 1 e 6 meses) · checar Anti-HBs após completar
Hepatite A
2 doses (0 e 6–12 meses)
COVID-19
Esquema primário + doses de reforço conforme calendário vigente
dT / dTpa (tétano · difteria · coqueluche)
1 dose dTpa · reforço com dT a cada 10 anos
HPV (papilomavírus humano)
3 doses (0, 2 e 6 meses) — recomendada até os 45 anos
Meningocócica conjugada ACWY + B
2 doses de cada com intervalo de 2 meses
Herpes Zóster recombinante (Shingrix)
2 doses com intervalo de 2–6 meses
Atenção — vacinas vivas (avaliação com o médico)
Vacinas de vírus ou bactérias vivos atenuados. Geralmente contraindicadas durante imunossupressão significativa. O ideal é aplicar antes do início do tratamento, com janela de no mínimo 4 semanas.
Tríplice viral — MMR (Sarampo · Caxumba · Rubéola)
2 doses · idealmente antes da imunossupressão
Varicela (catapora)
2 doses · idealmente antes da imunossupressão
Febre Amarela
Dose única
Herpes Zóster viva atenuada (Zostavax)
Dose única — em desuso
Este checklist é educativo. O calendário vacinal para imunossuprimidos deve ser individualizado e revisado com seu médico antes e durante o tratamento.
Ferramentas clínicas
Calculadoras para DII
Ferramentas validadas para você acompanhar a atividade da sua doença. Leve o resultado para a próxima consulta.
Nutrição e DII
Alimentação na Doença Inflamatória
A alimentação na DII gera muitas dúvidas. Não existe uma dieta única para todos os pacientes — mas existem evidências sólidas sobre o que ajuda e o que é mito.
✅ Evidência real
- Dieta low-FODMAP pode reduzir sintomas funcionais em remissão
- Ômega-3 tem efeito anti-inflamatório modesto
- Deficiências de ferro, B12 e vitamina D são comuns e devem ser monitoradas
- Hidratação adequada é fundamental, especialmente durante crises
❌ Mitos comuns
- Glúten não causa DII — restrição sem indicação não tem base
- Leite não causa DII — intolerância à lactose é diferente de DII
- Nenhuma dieta comprovada cura ou induz remissão em adultos
- Probióticos têm evidências limitadas no Crohn (mais estudados na retocolite)

